domingo, 26 de setembro de 2010

A Noite Oficial dos OVNIS No Brasil.










A Noite Oficial dos OVNIS
Por Administrator
20 de outubro de 2007
Fonte Original
Revista Força Aerea
Por Mariana Raad

Adaptado ao site Painel OVINI por Reinaldo Stabolito
Fonte: Painel OVNI



Na noite de 19 de maio de 1986, os radares que controlam os céus brasileiros sobre São Paulo, Rio de Janeiro e Anápolis de repente começaram a ver coisas estranhas! Até hoje os fenômenos daquelas poucas horas frenéticas não foram explicados. Além dos operadores dos radares do CINDACTA 1 (Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), pilotos de caça e da aviação civil participaram da tentativa de identificação daqueles plotes inexplicáveis e fizeram, inclusive, contatos visuais, mas até hoje não há soluções concretas para o ocorrido.


A situação teve início por volta das 19:00 horas, quando o Coronel Aviador Ozires Silva comandava o que podia ser um de seus últimos vôos na Embraer, já que estava deixando a presidência desta, para assumir a Petrobrás. Após quase duas horas voando a bordo de um turboélice Xingu, já próximo a Poços de Caldas e a 22 mil pés de altitude, o Coronel Ozires e seu co-piloto Alcir Pereira da Silva foram surpreendidos com um questionamento do CINDACTA 1. O controlador deste Centro perguntava sobre um possível contato visual com três alvos não-identificados, que apareciam no radar.

Sem que avistassem algo, resolveram então manter a proa, aproximando-se de São José do Campos, na direção indicada pelo controlador. Foi assim que, mais tarde, avistaram algo com aparência semelhante a de um astro. Uma luz muito forte e fixa no espaço. Sua cor era a de um forte amarelo, com tendência ao vermelho. Por volta das 22:00 horas, quando mais se aproximavam do objeto, mais ele desvanecia, até desaparecer por completo. Decidiram então voar para leste, cruzando o Aeródromo de São José, rumo a um segundo objeto aparentemente situado ao sul de Taubaté.

Abaixo de seu nível de vôo, a cerca de 600 metros do solo, se depararam com uma nova luminosidade, com a aparência de uma lâmpada fluorescente. Era difícil acreditar que o controlador tivesse esse objeto em seu radar, já que ele se encontrava voando baixo e a 250 km da antena do radar de Sorocaba. Para ver o testemunho de Ozires Silva, que ele registrou em seu livro, clique com seu mouse em DISCOS VOADORES EXISTEM? – este texto está no último capítulo de seu livro. O Coronel Ozires Silva ocupou vários cargos de destaque no Brasil, entre eles: presidência da EMBRAER, presidência da PETROBRÁS, Ministro da Infraestrutura no governo Collor e a presidência da VARING.

Este acontecimento foi apenas o início de uma noite misteriosa, na qual cinco caças da Força Aérea Brasileira foram empregados na tentativa de identificar tais objetos. Este tipo de acontecimento não é usual, mas a urgência em identificar aqueles plotes radar foi determinante para que o CINDACTA 1 acionasse os caças naquela noite.

O que os controladores estavam vendo em suas telas naquele momento não constituíam tráfegos de aviões, e nem nuvens. Aqueles pontos não estavam dentro das configurações dos computadores do Controle de Tráfego Aéreo como um retorno radar habitual, e a situação foi imediatamente reportada ao CINDACTA 1 em Brasília, que, por sua vez, repassou a informação para o Centro de Operações de Defesa Aeroespacial (CODA).

Eram 21:20 horas quando o Chefe do CODA, o então Major Aviador Ney Antunes Cerqueira, que já havia sido informado sobre a ocorrência, chegou ao Centro de Operações Militares (COpM). Sua primeira providência foi acionar o avião de alerta da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, para que este interceptasse sem demora o alvo não identificado.

No Rio de Janeiro, o piloto do alerta era o Tenente Aviador Kleber Marinho, hoje Primeiro-Tenente da Reserva, com 250 horas voadas em caças F-5 e um total de 900 na Força Aérea: "Como piloto de alerta naquele dia, fui contatado pelo oficial de permanência, na Vila dos Oficiais, local onde morava. A informação passada era a de doutrina e treinamento, e me dirigi diretamente para o avião e só depois da decolagem é que recebi as específicas instruções necessárias à minha missão. O piloto de alerta não precisa passar pela burocracia de um vôo normal. O avião já está preparado para a decolagem". Com os motores rugindo, o F-5 decolou rumo ao manto da noite. Eram 22:10 horas.

Ao mesmo tempo, outro alvo era detectado a nordeste de Anápolis, no longínquo Estado de Goiás, o que fez com que os pilotos de caça sediados na Base Aérea daquela cidade também fossem acionados. O primeiro a decolar, em um dos F-103 Mirage, foi o então Capitão Aviador Rodolfo da Silva e Souza.

É importante frisar que os radares, até então, eram desenvolvidos para detectar alvos de, no mínimo, dois metros quadrados, mas não permitia ainda que o seu operador conseguisse avaliar as suas reais dimensões.

Na Base Aérea de Santa Cruz, um segundo avião foi acionado. "Foi uma tremenda coincidência", diz o então Capitão Jordão, segundo piloto de F-5 a levantar vôo naquela noite. "Eu não estava escalado de alerta. Tinha ficado em Santa Cruz para estudar para uma prova de ensaio de vôo. Quando o alerta foi acionado, pensei que era treinamento e continuei estudando, até que o soldado de serviço veio com a informação de que estavam precisando de outro piloto para voar. Ele só disse que havia alguma situação de detecção de contatos desconhecidos e que até o avião reabastecer deveria ser acionado. Sempre tem um avião reserva preparado", diz Jordão, "no caso, quem não estava preparado era eu, o piloto! Mas eu é que estava no Esquadrão e então fui. O Kleber foi o primeiro. Para a gente, era um treinamento normal, mas, com a evolução da situação, outro F-5 foi acionado".

Antes de decolar, o Capitão Jordão ainda ligou para o Centro de Operações Militares em Brasília, para saber o que estava acontecendo. Foi com a informação de que os radares plotavam diversos alvos em diferentes pontos do céu brasileiro, e foi com a expectativa de contatar algum destes alvos, que ele levantou vôo, por volta de 23:15 horas.
A ordem dada aos pilotos foi de interceptação sem assumir uma postura agressiva. Nestes casos, como procedimento padrão, decolaram armadas com canhões, mas sem a intenção de utilizá-los.

Outras duas aeronaves, pilotadas pelo Capitão Armindo de Souza Viriato e pelo Capitão Julio Cezar Rosenberg, ainda decolaram da Base Aérea de Anápolis, totalizando cinco diferentes tentativas de interceptação.



A Interceptação


"A decolagem foi normal, fiquei em torno de 20 mil pés na direção de São José dos Campos. Por orientação da defesa aérea, desliguei todos os equipamentos de bordo: radar, luzes de navegação... Fiquei apenas com o rádio de comunicação ligado", conta Tenente Kleber. E continua: "Como os alvos não possuíam equipamento algum que transmitisse qualquer onda eletromagnética, não era possível saber a altura em que voavam. Toda a orientação que me foi dada era para que eu fizesse procuras visuais".

"De acordo com os radares de Brasília, eu deveria olhar para as minhas 2 horas e 11 horas, alto e baixo. Mas eu não via nada". Quando mais próximo de São José dos Campos, o controlador radar passou a dar instruções mais incisivas para que o piloto olhasse para a sua esquerda: "Eu estava bem em cima da fábrica Embraer e nada havia avistado até então. Em função destes alvos aglomerados na minha esquerda, o controlador pediu que eu fizesse uma curva pela direita e voltasse em direção a Santa Cruz, com 180 graus defasados".

Assim que se estabeleceu nesta curva, o Tenente Kleber foi instruído a olhar para a sua direita, o que em nada acarretou novamente. Como o controlador tinha os alvos no radar, comandou ao piloto uma curva para cima deles, com a proa do mar: "Eu efetuei a curva, estabilizei a aeronave na proa que ele havia recomendado e, como pedido, comecei a fazer uma varredura visual. Foi neste momento que eu avistei uma luz muito forte que se realçava em relação a todas as luzes no litoral. Estava um pouco mais baixa que eu. A impressão nítida que eu tive, naquele momento, era de que ela se deslocava da direita para a esquerda". Como a visão noturna é muito crítica, pois deixa o piloto sujeito a uma série de erros de avaliação, e como o F-5 não tem piloto automático, o Tenente Kleber teve muito cuidado em estabilizar a aeronave naquele momento. "Olhei para aquela luz. O seu movimento era muito evidente para mim. Perguntei à Defesa Aérea se existia algum tráfego naquele setor no momento, devido à proximidade com a rota da ponte-aérea, na época. Fui informado que não. Não existia aeronave alguma no local naquela hora".

"Informei então ao controlador que eu realmente estava vendo a luz se deslocando na minha rota de interceptação, às 2 horas (à minha direita), um pouco mais baixo do que a posição da minha aeronave. Foi naquele momento que eu pude ter uma noção da altura do contato, algo em torno de 17 mil pés. Imediatamente recebi a instrução de aproar aquele alvo e prosseguir com a aproximação e sua identificação".

O Tenente Kleber, então, abriu a pós-combustão do F-5, atingindo velocidade supersônica e começou a ir em direção à luz que via no horizonte: "Não havia muito tempo para pensar, nem para sentir medo. É a adrenalina que funciona na hora. Você tem o avião para voar, está em um vôo noturno, supersônico, sujeito à desorientação espacial... Eu confesso que não tenho recordações exatas dos meus sentimentos naquele momento. A única coisa que eu sabia é que tinha que ir para cima do alvo e, à medida que as coisas vão acontecendo, e devido ao nosso treinamento, as reações passam a ser um pouco automáticas".


"Comecei a descer, indo diretamente para o alvo, mas tomando todo o cuidado com uma possível ilusão de ótica, proporcionada pela visão noturna. Eu podia estar vendo uma luz dentro d’água, em um grande navio com holofote... Por este motivo eu não quis ficar apenas com a orientação visual e liguei meu radar, mesmo sem instrução de fazê-lo. E realmente, a cerca de 8 ou 12 milhas, um alvo apareceu na tela, confirmando a presença de algo sólido na minha frente".

"Isto coincidia com a direção da luz que eu havia avistado. Nos radares que equipavam os caças da época, o tamanho do plote varia de acordo com o tamanho do contato. O radar indicava um objeto com o tamanho de cerca de 1 centímetro, o que significa algo na envergadura de um Jumbo (Boeing 747). Cheguei perto do alvo, posicionando-me a cerca de seis milhas de distância dele, o que ainda é longe para que possa haver uma verificação precisa, ainda mais à noite. O alvo parou de se deslocar na minha direção e começou a subir. Eu não perdi o contato radar inicial e passei a subir junto com ele. Continuei seguindo o contato até cerca de 30 mil pés, quando perdi o contato radar e fiquei apenas com o visual. Mas, naquele momento, aquela luz forte já se confundia muito com as luzes das estrelas".

"Os meus rádios de navegação selecionados em Santa Cruz já estavam fora do alcance. Em determinado momento, as agulhas do meu ADF deixaram de ficar sem rumo e indicaram proa. A minha janela do DME, que estava com o flag, indicou 30 milhas fixas, sem qualquer razão para isso. O combustível já estava chegando no limite, devido ao grande consumo das velocidades supersônicas e eu tive que voltar. Menos de um minuto depois que aproei em Santa Cruz, novamente meu ADF voltou a ficar sem qualquer informação e a janela do meu instrumento DME fechou de novo, deixando de aparecer".

Já na Base Aérea de Anápolis, no interior de Goiás, uma situação semelhante estava prestes a acontecer. O piloto de alerta daquela noite era o Capitão Aviador Rodolfo da Silva e Souza, que possuía na época aproximadamente 500 horas de F-103 e que estava em sua casa no momento do chamado. O bip que ele aportava emitiu um sinal de chamada e uma mensagem de acionamento do alerta, por volta das 23:00 horas. O piloto deveria se dirigir imediatamente à Base Aérea, e foi o que ele fez.

"Ao chegar, eu me dirigi, juntamente com os demais membros da equipe de alerta, imediatamente para os hangares, onde estavam posicionadas duas aeronaves F-103E. A equipe de manutenção já havia completado o seu trabalho e nos esperava, ao pé da escada, com as aeronaves prontas e armadas para a decolagem. Completei os cheques previstos para antes da partida e entrei em contato com o Oficial de Permanência Operacional (OPO) para informar que estava pronto. De imediato, recebi ordem para acionar o motor e decolar isolado. Meu ala permaneceu no solo".

Ao iniciar o táxi, o Capitão Rodolfo entrou em contato com a torre de controle. Recebeu instruções para curvar, após a decolagem, para o setor noroeste do aeródromo, e iniciar a subida em potência máxima para o nível 200 (20.000 pés): "Em seguida, fiz contato com Anápolis, que me passou, de imediato, para a freqüência do COpM que controlaria a interceptação".

"A primeira informação que recebi foi de que meu alvo se encontrava a uma distância de 100 milhas da posição em que eu estava. Pude perceber que o tempo estava bom, não havia nuvens e nem a Lua aparecia. O céu, completamente estrelado, fazia um belo contraponto com a escuridão da noite".

Quando foi informado de que o alvo já estava dentro do alcance de seu radar de bordo, o Capitão Rodolfo passou a observar atentamente a tela, buscando encontrar o plote que indicasse a sua presença. Mas nada aparecia: "À mediada que a distância diminuía, como não conseguia contato em meu radar de bordo, passei simultaneamente a realizar uma busca visual no espaço aéreo em torno da posição informada pelo COpM. Só que, mais uma vez, nada apareceu".

Já que estava em situação de plotes confundidos, quando piloto e alvo estão a menos de uma milha de distância um do outro, e como não havia contato visual, o Capitão Rodolfo recebeu instruções para entrar em órbita sobre o ponto, e continuar a busca: "Ainda estava nesse procedimento, sem sucesso, quando recebi a informação do controlador de que meu alvo havia mudado de posição e agora estava em outra direção, a 50 milhas de distância. Fui então orientado para essa nova interceptação".

Ao atingir o local onde o alvo supostamente deveria estar, não houve contato no radar de bordo e nem visual. A orientação dada foi para que o piloto baixasse o nível de vôo e realizasse uma órbita, em busca de algum contato visual. "Sem sucesso nesse procedimento, fui novamente informado de outra alteração no posicionamento do alvo e recebi novas orientações para uma terceira interceptação".

"Mais uma vez, não houve qualquer contato radar ou visual. Fui orientado a baixar ainda mais o nível, permanecendo em órbita sobre o ponto determinado, e continuando a procura. Depois de algum tempo nessa busca, e tendo em vista que minha autonomia de vôo já havia atingido o nível suficiente apenas para permitir o meu retorno seguro para o aeródromo, recebi instruções de regresso".

Por volta de 22:45 horas, portanto pouco depois do Mirage do Capitão Rodolfo, havia decolado de Anápolis o então Capitão Armindo de Souza Viriato de Freitas, pilotando outro F-103. De acordo com os relatos, seu contato com o alvo foi feito apenas através de seu radar de bordo, não tendo havido contato visual. O que mais surpreendeu o piloto foi a incrível velocidade do alvo, e seu repentino desaparecimento.

Sem nada ter visto, em poucos minutos o Mirage do Capitão Rodolfo tocava a pista da Base Aérea de Anápolis. "Após o pouso, fiz um contato telefônico com o meu controlador, para o debriefing rotineiro da missão. Só assim tomei conhecimento dos outros F-103 que haviam sido acionados. Eles decolaram depois de mim, para a averiguação de diversos contatos-radar, plotados nas telas do CINDACTA, em pontos diferentes da região Centro-Oeste".

"Ao terminar os procedimentos pós-vôo de praxe, fui liberado e autorizado a retornar para minha residência, onde cheguei por volta de 01:30 horas. Uma hora mais tarde, fui acordado por um novo acionamento do bip. Era outro alerta. Ao chegar à Base e entrar novamente em contato com OPO, a orientação, desta vez, era para que o alerta fosse mantido a postos, e as aeronaves prontas para a decolagem. O meu ala e eu ficamos assim por cerca de 45 minutos. Quase às 04:00 horas, recebemos a informação de que o alerta estava suspenso e nós liberados".



O segundo piloto a decolar da Base Aérea de Santa Cruz, por volta de 23:15 horas, o Capitão Marcio Brisola Jordão, também conta a sua experiência: "Uma coisa que chamou a minha atenção naquela noite foi a claridade do céu. Eu nunca havia visto uma noite tão clara. Sabe aquela noite que você anda de carro com a luz apagada e consegue ver tudo? Não havia nebulosidade. Era possível ver o contorno das montanhas no chão. Uma visibilidade sob a qual poucas vezes eu voei".

"Indo em direção a São José dos Campos, fui instruído por Brasília a fazer o cheque de armamento. Foi aí que me informaram que havia cinco contatos na minha frente, e a umas 15 milhas de distância. Eu não via nada no radar do avião e nem do lado de fora, mas a informação era de que eles estavam se aproximando cada vez mais. Dez milhas, cinco milhas, três milhas, e eu pensando que não era possível, em uma noite daquelas, eu não estar enxergando o tal contato".

O controlador então informou ao piloto do F-5: "Agora estão atrás de você, te acompanhando, como se estivessem na sua ala", mas ele não via nada. "Tive autorização para fazer um 180, e continuei sem ver coisa alguma. Fui para São José do Campos, voando a cerca de 15 mil pés, e comecei a fazer órbitas. Chamei o Kleber na freqüência tática para saber se ele tinha avistado alguma coisa. Ele disse que sim, mas que, quando tentou ir atrás, o contato sumiu".

"Quando eu estava em cima de São José dos Campos, olhei em direção à Ilha Bela e, pela primeira vez, vi uma luz vermelha, parada. Para mim, estava no nível do horizonte, mas eu estava olhando para o oceano, o que me fez acreditar que podia ser um barco muito longe, ou algum outro tipo de iluminação. Era como luz de alto de edifício. Ficou parada, não mudou de cor, não piscou e nem se mexeu. Eu avisei ao controle que estava vendo uma luz na proa, 90 graus em direção ao oceano. Como confirmava com o contato no radar de terra, fui instruído a ir em sua direção".

"Entrei supersônico para acelerar, e a luz nem se mexia. Fui informado de que ela estaria andando na mesma velocidade que eu. Fui mantendo esta navegação até dar o meu combustível mínimo, e tive que voltar. Para mim, que decolei com uma expectativa dada por Brasília, foi a maior frustração da minha vida. A luz que vi podia ser um barco no horizonte ou, quem sabe, ser mesmo alguma outra coisa. Mas é leviano chegar a qualquer conclusão".

Em Anápolis, um quinto piloto ainda participou da missão de interceptação: o então Capitão Aviador Júlio Cezar Rozemberg, na época com 1900 horas de vôo em caças, sendo 550 em Mirage: "Era um dia normal no Primeiro Grupo de Defesa Aérea, até a hora em que o meu bip tocou de madrugada. O alerta havia sido acionado. Eu estava dormindo e levantei sem nem saber que horas eram. Faz parte da rotina. Eu me vesti e no caminho da Base fiquei me questionando se aquilo seria apenas mais um teste".

"Eu esperava voar, afinal, não há nada mais chato do que ir para o hangar do alerta, abastecer e ser dispensado. Toda missão da Defesa Aérea é real até ser cancelada, então vesti o traje anti-g, o colete e o mecânico confirmou a aeronave pronta. O armamento também estava certo e municiado. Haviam se passado 22 minutos desde que o alerta tinha sido dado. Preparei-me para decolar imaginando o que estaria acontecendo. Pela proximidade com Brasília, imaginei que estivesse atrás de algum vôo comercial, mas, se fosse, eu teria avistado as luzes anticolisão. Fui seguindo todos os comandos do controlador. A noite estava linda, com a visibilidade ilimitada. Era possível ver tudo lá embaixo, desde as cidades até os faróis dos carros".

"Fui instruído a elevar minha altura. Verifiquei mais uma vez o radar de bordo e desci um pouco a varredura da antena. Continuei acompanhando o radar de bordo e buscando algo no visual. A nossa distância, informada pelo controlador, era de apenas três milhas e eu continuava sem enxergar nada. Imaginei que eram os F-5 do Grupo de Caça, vindo atacar a Base em missão de treinamento".

"Pedi para o controlador me aproximar ainda mais até confundir os plotes, com minha chegada vinda por trás. Achei que o contato iria, finalmente, acender as luzes, afinal, eles deveriam estar ouvindo a interceptação pelos canais da Defesa Aérea. O controle anunciou uma milha na proa, mas eu não tinha nada no radar, e nem no visual. O meu vôo durou cerca de 30 minutos e, depois das tentativas de busca, regressei à Base, sem fazer qualquer tipo de contato".

Depois de tudo mais calmo nas bases aéreas do país, já por volta das 03:00 horas, quando, aparentemente, os céus brasileiros não eram mais freqüentados por nada fora do normal, um vôo cargueiro da Varig, decolado de Guarulhos para o Galeão, no Rio de Janeiro, também teve a participação nos acontecimentos. O Comandante do Boeing 707 cargueiro, Geraldo Souza Pinto, o co-piloto Nivaldo Barbosa e o Engenheiro de Bordo da época servindo no 2º/2º GT e em instrução de vôo no equipamento 707, não fazia idéia do que estava acontecendo:


"Quando cruzávamos cerca de 12 mil pés, o CINDACTA nos chamou no rádio e pediu para que confirmássemos se víamos algum tráfego na posição de 11 horas. É normal que isto ocorra, mas estranho foi quando, após respondemos negativamente, ele ter dito 'para sua informação, trata-se de um OVNI', ou seja, um objeto voador não identificado", relata o comandante.

"Olhamos um para o outro, imaginando que não havíamos entendido direito o que viera pelo rádio e pedimos para que a informação fosse repetida. O controle confirmou a informação e ainda disse que, desde aproximadamente às 22:00 horas daquela noite, estavam aparecendo objetos voadores não identificados, como plotes no radar. Foi aí que soubemos que, mais cedo, a Força Aérea já havia sido ativada. Nessa hora confesso que senti uma emoção indescritível. Perguntamos se o contato estava no radar deles, e a resposta foi positiva. O controlador nos disse que a sua posição naquele momento era de 11 horas em relação a nossa aeronave e pediu para que tentássemos avistá-lo. Foi nesta hora que eu o vi. Uma luz muito forte brilhou, como um farol branco. A emoção que eu tenho até hoje se confunde com a certeza de que ele estava acompanhando a nossa fonia. No mesmo momento em que nos perguntaram se estávamos avistando o tráfego e eu respondi não, ele piscou, como quem diz estou aqui".

"Nós não tínhamos noção da altura do tráfego, pois os radares dos aviões comerciais são meteorológicos e, diferente dos caças, têm muita dificuldade de captar outra aeronave. Eles não são feitos para isso. O controlador também não podia saber a altura do objeto já que, sem transponder, tudo o que ele vê é a dimensão única do radar, sem diferença de altitude. O objeto estava próximo de Santa Cruz e a nossa distância era em torno das 90 milhas. O que eu posso dizer é que ele estava, visualmente, a uns 20 graus mais alto do que nós. Atingimos nossa altitude de cruzeiro de 23 mil pés, e durante todo o vôo o controlador foi nos informando sobre a aproximação. Passou para 60 milhas, depois para 50, o tempo todo na nossa proa".

Os tripulantes do Boeing abaixaram as luzes de dentro da cabine, acenderam os faróis externos buscando visualmente o contato: "Éramos quatro tripulantes no cockpit escuro de um avião cargueiro, buscando os céus ávidos de encontrar uma explicação sobre aquilo que tanto se aproximava do nosso 707. De repente, eu olhei para o Nivaldo e reparei na expressão dele, como se ele quisesse me mostrar alguma coisa. Ele disse que algo tinha se deslocado deixando um rastro luminoso, mas poderia ser um meteorito, o que seria muito comum".

"O controlador nos avisou, então, que o alvo havia se deslocado em alta velocidade para a nossa direita, atingindo, em fração de segundos, uma velocidade incrível, algo acima de Mach 5. Um ser humano não agüentaria uma aceleração dessas. Ele morreria com tal deslocamento!". O objeto, nesta hora, desapareceu para o lado direito, e depois voltou exatamente para a proa do avião, já em uma distância menor, segundo o piloto. "Nós estávamos a uma 30 milhas dele. A impressão que dava era de que o contato estava se deslocando em baixa velocidade, e nós é que estávamos nos aproximando dele".

"A aproximação continuou. O radar ia avisando-nos as distâncias: quinze milhas, dez, cinco... Na melhor das hipóteses entraríamos para a História!", brinca o Comandante Souza Pinto. "Mas eu olhava, olhava, e não via mais nada. Aí o controlador falou: três milhas, duas, uma... Varig, o tráfego está se confundindo com o plote do seu avião. Nós olhávamos para cima, para baixo e não víamos nada! O Controle nos informou, então, que o alvo estava passando para trás da aeronave, mas começou a ter muita interferência no solo e o radar o perdeu de vista".



Conclusões Finais
Duas décadas se passaram desde A Noite Oficial dos OVNIs, sem que se possa ter chegado a alguma conclusão científica sobre o ocorrido. As considerações de quem vivenciou esta experiência são as melhores formas de se avaliar o fato e de se chegar às suas próprias conclusões. O que sobrevoava o território brasileiro naquela data, provavelmente, vai continuar sendo um mistério pelos próximos anos.

O Ministro da Aeronáutica na época, Brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, diz que até hoje, mesmo os relatos dos pilotos e dos controladores não há como se chegar a uma conclusão definitiva: "Há muitas hipóteses. Pode ter sido um fenômeno eletromagnético, uma interferência qualquer... Mas a situação continua indefinida. Só acho importante lembrar que ilusão de ótica o radar não registra", diz.

"Já o piloto, sim, ainda mais à noite, está sujeito a ter ilusões de ótica fantásticas. Voando em cima da água, por exemplo, você vê o céu lá embaixo, por isso tem que voar por instrumentos. Há casos de pessoas que viram coisas estranhas, mas a maioria das histórias é mesmo fantasiosa. Então, uma autoridade tem que ter muito cuidado para não tornar crítica uma situação que já é alarmante. Quando alguém se depara com um contato, informa ao tráfego aéreo, que vai reportar aos centros integrados, situados em Curitiba (PR), em Brasília, em Recife (PE), e na Amazônia... Estes centros estão em permanente comunicação, é tudo automatizado. Fui informado logo de imediato. Quando ocorre uma situação dessas, o Comando Geral do Ar logo dá ciência ao Ministro. É a partir daí que os procedimentos de interceptação são disparados".

"E foi assim que ocorreu. Os caças levantaram vôo apenas com ordem de verificação. Em nenhum momento foi mantida uma postura agressiva. Como poderíamos atirar em algo que desconhecemos? As luzes foram plotadas no radar e tínhamos que tentar identificá-las. Não existe aquela preocupação de decolar com mísseis, como nos filmes. Os aviões de permanência geralmente são armados. Eles ficam 24 horas com os pilotos do lado, prontos para serem acionados em minutos, mas, a princípio, sem ordem de disparo".

As opiniões sobre o fato variam de uma pessoa para outra. Mesmo quem não conseguiu fazer qualquer tipo de contato tem as suas próprias idéias. É o caso do Capitão Julio Cezar Rozenberg, hoje Coronel da Reserva, que teve que se contentar em ouvir os relatos alheios: "No dia seguinte, vi as manchetes nas televisões e nas rádios anunciando várias interceptações de OVNIs ocorridas na noite anterior. E justo eu, um apaixonado pelo assunto, não vi nada! Mas cheguei perto. Acho que em um Universo infinito destes, com diversas possibilidades, não tem por que estarmos sozinhos".

Pensamentos semelhantes tem o Brigadeiro Moreira Lima: "Muitas vezes me perguntam se eu acredito ou não na presença de objetos voadores não identificados naquela noite", revela o Brigadeiro, "Eu não acredito e nem desacredito, pois, assim como o Universo, isto é algo além da nossa compreensão. Chega a um ponto em que coisas extrapolam nosso entendimento e é assim que se iniciam as especulações. Eu sempre digo o seguinte: nós somos produtos do Universo. Produtos químicos, físicos, de todas as formas. Será que este produto só existe aqui na Terra? Há bilhões de estrelas por aí".

O Tenente Kleber, hoje oficial da reserva e voando na Varig como comandante, mesmo depois de ter feito os seus relatórios, confessa que não chega a conclusão alguma: "Eu tive contato visual e contato eletrônico. Era algo sólido. Dizem que naquele lugar há muita anomalia magnética, mas eu não acredito que seja isso. As anomalias têm movimentos irregulares, aleatórios. No meu relatório, eu pedi que fosse averiguado se havia algum porta-aviões próximo à costa, ou alguma aeronave que poderia estar sobre o nosso espaço aéreo, efetuando contramedidas eletrônicas, o que permitiria colocar um plote nos radares".

"Nada do que eu presumi foi confirmado. A partir daí, afirmar que acredito em OVNIs, ou que aquilo era, de fato, um OVNI, já é outra coisa. Cada um vai tecer a sua opinião. Acho que esse Universo é muito grande para que só nós existamos nele. Seria muito egoísmo da nossa parte acreditar nisso, mas a verdade é que ficamos sobre uma linha muito tênue. Era a posição que eu tinha na época, o avião que eu estava voando, e todas as minhas crenças. Então, eu prefiro me referir apenas à parte técnica".

Para quem acompanhou e participou dos bastidores da história diante das telas dos radares, como o Major Aviador Ney Antunes Cerqueira, hoje Coronel da Reserva, havia sim alguma coisa sobre o Brasil naquela noite: "Só não podemos afirmar o que era. Mas, mediante a coincidência de detecções radares distintas e, simultaneamente, a detecção radar das aeronaves, não podemos negar a existência de algo. Acontece que nós não tínhamos meios técnicos para verificar visualmente como eram esses alvos, apesar do contato visual que os pilotos fizeram".

"Com explicar, por exemplo, os instrumentos de bordo dos F-5, que ficaram prejudicados durante o corrido? O rádio, porém, não sofreu nada, e a comunicação pôde ser mantida o tempo todo. Havia, inclusive, as fitas com as conversas entre controladores e pilotos. Elas foram exaustivamente analisadas. Foi feito também um relato, na época, mas não posso afirmar onde as fitas se encontram agora. Provavelmente nem existam mais. Quando eu deixei o cargo de Chefe do CODA, as investigações já tinham sido encerradas".

"Analisando como técnico da Defesa Aérea, pois esta era a função que eu desempenhava, posso dizer que nós só lidamos com a realidade. Desde que tudo aconteceu, eu sempre confirmei a presença dos alvos. Se tirarmos a conclusão de análise técnica, mesmo depois de avaliar a fita do radar de Brasília, Santa Cruz e Pico do Couto, em Petrópolis, é possível verificar que realmente ocorreu uma coisa estranha".

"Durante um tempo, o objeto ficava parado no espaço, depois desenvolvia velocidades de Mach 3. As variações eram algumas vezes instantâneas, outras gradativas. Os alvos circulavam as aeronaves e mudavam de direção em relação a elas. Estes movimentos não permitiram maior aproximação. Tudo o que foi avistado eram luzes com variações intensas. Eu poderia até dizer, que, eles queriam sim ser vistos. Então, ainda fica a incógnita. Que existiu, existiu. O quê? Eu não posso afirmar. Mas são acontecimentos que marcam a mente das pessoas, porque são fatos muito incomuns. Eu, com certeza, não vou me esquecer nunca daquele 19 de maio".

O Comandante do Boeing Geraldo Souza Pinto, após ter feito seu relatório, não foi chamado para dar qualquer esclarecimento. "A maioria das pessoas nem sabe que às 03:00 horas ainda tinha um objeto lá em cima. Na verdade, muita gente nem gosta de falar sobre isso, mas foi uma coisa que eu vi. Sinceramente, acho um privilégio!", diz.

Ele também confirma o fato de os pilotos terem muitas ilusões de ótica: "Eu mesmo já cansei de ver Vênus aparecendo de forma estranha, e muita gente acha que é um OVNI. O avião vai passando por densidades diferentes do ar, o que causa efeitos de refração, e as coisas parecem estar se mexendo ou mudando de forma. Dessa vez, porém, houve a confirmação no sistema de radar, o que nos prova que não era uma ilusão. Podia ser um avião? No início achei que sim. Poderia ser um contrabandista, um avião de espionagem, eu não sei".

"Na época, houve várias entrevistas com pessoas de vários segmentos, cada um tentando explicar de acordo com o seu campo de conhecimento, geralmente atribuindo a fenômenos físicos, químicos ou de âmbito espiritual. Mesmo assim, eu não me convenço. E aquela aceleração? A localização precisa na proa? O contato radar? A coincidência de tornar-se visível ao contato rádio inicial? Não encaixa. Era alguma coisa realmente fora do nosso conhecimento. Podia ser de outro planeta, daqui da Terra mesmo, enfim, me resta apenas concluir que era um Objeto Voador Não Identificado, um OVNI" , relata o comandante.

Para o Brigadeiro Moreira Lima, sua forma clara de falar sobre o assunto – afinal, ele foi uma das primeiras autoridades mundiais a assumir publicamente a presença de OVNIs – foi um dos principais motivos para o surgimento de tantas especulações: "Eu disse que faria uma entrevista coletiva e fiz. Relatei o que eu sabia, o que foi de fato o ocorrido, e que até hoje não podemos explicar. Quem sabe um dia... No tempo dos canibais, um raio era uma informação dos deuses. Acho que para tudo existe uma explicação, mas devo assumir que o deslocamento dessas luzes era realmente absurdo, e aí fica mais difícil entender. Pode-se imaginar qualquer coisa. Devo confessar que, nesse aspecto, sou um pouco cético, não me impressiono fácil. Se a física não explica hoje, ela, com certeza, vai explicar amanhã".



Última Atualização ( 20 de outubro de 2007 )

A VARIG e os OVNIs - Uma história de Silêncio .




A VARIG e os OVNIs - Uma história de silêncio
Por Administrator
15 de março de 2008


Por Milton Dino Frank Junior

O capitão Jean V. de Beyssac, piloto principal a bordo de uma aeronave C-16 da VARIG, teve um avistamento da noite de 3 para 4 de novembro de 1957, quando deixou Porto Alegre com destino a São Paulo. Ele decolou com seu bimotor e quando atingiu 2.300 metros manteve esta altitude, sobre uma camada irregular de nuvens.

Quando eram uma e meia da madrugada, ele viu uma luz vermelha estranha a esquerda e abaixo de seu avião. Ele pediu para o seu co-piloto para se inclinar e conferir se ele também estava vendo um verdadeiro disco voador. O co-piloto atendeu seu pedido, e os dois homens riram da piada. Mas eles não riram por muito tempo. Alguns momentos depois, olhando para a esquerda, De Beyssac viu que o objeto ainda estava lá e se aproximava depressa. Ele dirigiu seu avião na direção do OVNI que estava muito mais rápido e aumentou a velocidade de seu avião. Antes de De Beyssac poder modificar a sua rota, o objeto vermelho chegou bem perto de seu avião. Havia um cheiro forte de queimado, embora os detectores de fogo não revelassem nada de anormal, e de repente, o vislumbre do objeto vermelho começou a enfraquecer. Uma checagem rápida deixou claro para a tripulação que o rádio, o magneto do motor e o medidor de ondas de rádio do avião estavam queimados. O capitão De Beyssac fez uma meia volta e trouxe o avião de volta para Porto Alegre com apenas um motor funcionando onde ele escreveu um relatório completo deste incidente. Depois que o co-piloto assinou o relatório também, De Beyssac foi para casa afirmando que queria ficar bêbado.

Foi a segunda vez em menos de três meses que um avião da VARIG teve um incidente com um OVNI. No dia 14 de agosto de 1957, às nove horas da noite, uma aeronave de carga C-47 de linha regular logo que deixou o aeroporto de Porto Alegre com destino ao Rio de Janeiro sob o comando do capitão Jorge Araújo e seu co-piloto, Edgar Soares, ambos os pilotos experientes, voavam a 250 km/h, numa altitude de 1700 metros, sobre uma camada de nuvens. A visibilidade estava perfeita. Os dois homens viram um objeto brilhante a sua esquerda e um pequeno atrás e debaixo de sua aeronave. Alguns segundos depois, o objeto estava à frente deles e longe de seu campo de observação, e a declaração dos pilotos foi muito clara: "O suposto objeto viajava numa velocidade fantástica".

Então o objeto fez com que eles aumentassem a velocidade do seu avião também.

No seu relatório sobre o incidente, os dois pilotos e os outros três membros da tripulação descreveram o objeto como tendo uma forma de disco com uma cúpula aplainada no topo.

No mesmo momento que o OVNI se aproximou do avião, a luz quase se extinguiu, os motores tiveram pane e a recepção do rádio parou por completo. Alguns segundos depois - segundos de angústia, como se lembra a tripulação, - o OVNI tinha mergulhado nas nuvens e a força elétrica do avião se restabeleceu completamente.

Este relatório criou um real alvoroço na ocasião, não só no Brasil, mas na América do Sul inteira, quando o incidente do mesmo tipo ocorreu, em novembro, com o capitão de Beyssac, em outro vôo da VARIG. Depois destes dois incidentes a companhia determinou que seus pilotos mantivessem suas bocas fechadas sobre estes fatos e que era apenas permitido discutir estes eventos com os funcionários da companhia.

Última Atualização ( 16 de março de 2008 )

Moradora encontra desenho em lavoura de trigo ,em Ipuaçu -SC




Moradora encontra desenho em lavoura de trigo em Ipuaçu
Oéste de Santa Catarina
Por Administrator
30 de outubro de 2009
Fonte: Diário Catarinense
Foto:Jorge Dal Zot / Divulgação
Desenho em forma de seta apareceu numa quinta-feira na cidade de Ipuaçu SC

Um desenho em forma de seta em uma plantação de trigo levou muitos curiosos a uma fazenda em Ipuaçu, no Oeste de Santa Catarina. O desenho formado a partir do rebaixamento da lavoura foi encontrado após o meio-dia.

A Polícia Militar da cidade informou que uma moradora estava na frente de sua lanchonete quando, ao olhar em direção à fazenda, percebeu o desenho no meio dos trigais. Logo, uma multidão de pessoas se formou em volta da figura, chamada de agroglifo.

A PM isolou a área. De acordo com a polícia, o local permanecerá assim até esta sexta-feira. A prefeitura da cidade deve acionar um ufólogo, profissional que estuda fenômenos extraterrestres, para verificar o local.

O funcionário público Jorge Dal Zot fotografou o local por volta das 15h desta quinta. Ele conversou com funcionários da fazenda. Eles teriam comentado que até o meio-dia trabalharam passando veneno na plantação e não havia nada de estranho.

A figura foi percebida logo após o horário do almoço. Segundo Zot, a espécie de seta tem 44 metros de comprimento, da base à ponta.

No ano passado, figuras como a registrada nesta quinta-feira apareceram em plantações na região Oeste. Os agroglifos, na época em formas de círculos, surgiram no mês de novembro em Faxinal dos Guedes, Ipuaçu e Formosa do Sul.

Última Atualização ( 30 de outubro de 2009 )

Objeto luminoso no céu de Sobral ,Nordéste do BR







Objeto luminoso no céu de Sobral
Por Administrator
16 de setembro de 2010
Fonte: Diário do Nordeste
Na praça do Distrito de Bonfim, as pessoas se reúnem e, nas conversas, o assunto central é a aparição dos Ovnis
População do Distrito de Bonfim acreditam que Objetos Não Identificados estão aparecendo em Sobral

Sobral. Moradores da localidade de Bonfim, distrito que fica a 14 quilômetros da sede deste Município, estão assustados com a aparição de uma luz forte no céu desta região. A luz de cor avermelhada tem perseguido e apavorado os moradores há mais de um mês.

O motoqueiro Antonio Eugênio de Souza conta que é uma destas vítimas dos Objetos Voadores Não Identificados (Ovnis). Ele conta que retornava de Sobral, na companhia da mulher e da filha, quando foi perseguido, por aproximadamente 30 minutos, por essa luz estranha. "A luz clareava toda a vegetação e, para fugir dela, tive que entrar na casa de uma pessoa amiga. A luz só foi embora quando um outro motoqueiro passou pela estrada", disse.

Para o presidente do Centro Sobralense de Pesquisa Ufológica (CSPU), Jacinto Pereira, o relato do motoqueiro está sendo investigado pelo Centro. "Acreditamos que ele deva ter visto uma luz num ponto fixo. Como estava em movimento acreditou que estava sendo seguido. Ao parar, a luz também deixou de lhe seguir", disse Pereira, acrescentando que mesmo assim o caso está sendo investigado pelo CSPU.

Forte calor

Outros moradores dizem que não são vítimas apenas de perseguição. Eles contam que sentiram um forte calor com aproximação da luz. "Eu estava pescando. Era aproximadamente 18 horas, quando um clarão apareceu na minha frente. Não tive muito medo, mas a calor me deixou preocupado. No dia não tive coragem de contar para ninguém", contou o pescador Raimundo Nonato Clementino.

Na praça do Distrito de Bonfim, as pessoas se reúnem e, nas rodas de conversa, o assunto sobre a aparição dos Ovnis já virou o tema central.

Existem moradores da comunidade que também testemunharam o objeto que permaneceu por alguns minutos "fixo" no céu e depois "desceu" escondendo-se atrás da vegetação seca às margens do Rio Acaraú. "Uma grande bola parecida com a lua chegou a pairar sob a localidade em direção ao curso do Rio Acaraú", contou a dona de casa Rosimeire Vieira Souza, que reside na localidade de Malhada Vermelha.

Jacinto Pereira também contesta estes depoimentos. "Na verdade, o que elas viram foi o Planeta Venus, que nesse horário costuma mudar de intensidade". Ele dá uma dica para quem gosta de observar o céu durante a noite a procura desses objetos. "Não se deve procurar pela luz brilhando e sim pela sombra. Se em algum ponto do céu o brilho das estrelas ficou encoberto é porque algum objeto estranho está cruzando aquele espaço".

Há relatos de moradores de outras cidades que estão sendo investigados pelo CSPU. Muitos acreditam em discos voadores.

Outras cidades

"Nós temos recebido depoimentos de pessoas de outras cidades. Segundo dados, coletados recentemente, apontam que a primeira aparição foi no Município de Massapê, no início do mês de agosto, e 15 dias depois, Santana do Acaraú e Cariré também apresentaram os fenômenos", afirmou o presidente do Centro de pesquisa. Sobre o caso de que um morador do Distrito do Bonfim teria sido queimado pela fonte de calor emitido pela luz, a família desmente tal acontecimento e se nega a mostrar a vítima.

Em Itarema

Relatos de fatos desta natureza têm se tornado comum nesta região do Estado. Um caso bastante debatido pelos ufólogos do Ceará envolve o garoto de nome Janiel Felipe, na época com 9 anos de idade, que mora na cidade de Itarema. Ele contou para os pesquisadores que tinha sido atacado por homens de orelhas grandes e unhas de galinha. O fato aconteceu no dia 2 de novembro de 2008, na zona rural de Córrego do Salgado, distante aproximadamente 25 quilômetros de Itarema.

Ferido

A história contada pelo garoto, que sofreu um ferimento abaixo do braço, na axila direita, foi confirmada por outros garotos que brincavam no mesmo local no dia do acontecido.

Naquela ocasião, Janiel disse que "eram dois homens que desceram de um disco, lhe pegaram e cortaram seu corpo". O caso também foi acompanhado pelo CSPU. O menino foi atendimento no hospital da cidade e de lá para cá o seu comportamento não sofreu nenhuma alteração, de acordo com relatos do Centro de pesquisa.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Piloto do Boing da TAM, Viu o Quê o Radar Não Viu .



Piloto da TAM viu o quê o radar não viu
Por Administrator
06 de novembro de 2007




Os passageiros de um avião da TAM que decolou de Palmas com destino a São Paulo tomaram um susto nesta manhã. Segundo os passageiros, um pouco antes da escala em Brasília, o piloto fez uma
manobra brusca e, em seguida, pediu desculpas e explicou o motivo: evitar bater em outro avião.

A assessoria de comunicação da Aeronáutica confirmou que o piloto fez o mesmo relato para os controladores de vôo de Brasília, mas informou que os equipamentos da torre de controle não registraram nenhuma aeronave se aproximando do avião da TAM num raio de 20 milhas. Para a Aeronáutica, não houve risco de colisão.

O avião pousou em São Paulo no fim da manhã.



ULTIMA HORA:



Mais uma tragédia aérea poderia ter acontecido caso não fosse a manobra brusca do piloto do vôo 3813 da TAM, que saiu de Palmas (TO) rumo a Brasília, na manhã desta segunda-feira (5).

Cerca de 100 passageiros estavam na aeronave. Muitos passaram mal após o aviso do comandante do avião, identificado como Edécio, de que teria desviado de uma outra aeronave em rota de colisão.

"Em menos de dez segundos nós tivemos uma mudança de altitude de mais de seis mil pés de altura", disse o prefeito de uma cidade de Tocantins ao portal G1..

A assessoria da Aeronáutica negou as declarações do piloto e declarou que não registrou nenhuma aeronave se aproximando do avião da TAM.



FICARAM AS SEGUINTES PERGUNTAS NO AR:

O quê o piloto viu para fazer uma manobra brusca?

Poderia ter sido um OVNI?

Por que os radares não detectaram o quê o piloto viu?

Última Atualização ( 06 de novembro de 2007 )

Não há dúvidas ,que o Fenômeno OVNI é Real




Fonte: The South Town Star - Tinley Park, Illinois, EUA

Por Jason Freeman

Tradução: Milton Dino Frank Junior



Fica fora de foco no princípio, e o operador de câmera fica então surpreso com a excitação porque a foto constantemente fica saltando em movimento e momentaneamente detecta três objetos vermelhos curiosos e silenciosos passeando pelo céu noturno.

Se você não tivesse vivenciado os supostos avistamentos de OVNIs em Tinley Park no dia 21 de agosto e 31 de outubro de 2004, o vídeo capturado por Crestwood que mora em TJ Japcon é a coisa mais próxima, disse Sam Maranto, Diretor do Estado de Illinois do MUFON.

"Quando você analisa um vídeo a 1/30 de um segundo, o que você notará é que existem padrões atuais de intensidade... e as luzes que estão girando à esquerda," ele disse. "Você vai também notar que você pode ouvir grilos no fundo, contudo você não pode ouvir o objeto gerando as luzes, embora o objeto estivesse relativamente perto da máquina fotográfica."

Maranto reuniu os investigadores de OVNI e autores para falar exatamente sobre o avistamento de Tinley Lights e outros como este durante um Simpósio OVNI que aconteceu no sábado no Centro de Convenções de Tinley Park.

O evento que foi organizado pelo MUFON e pelo CUFOS promoveu conferências características da história dos OVNIs, apresentação de pesquisas, bem como uma detalhada apresentação do legendário Caso Roswell ocorrido em 1947 no Novo México, e o incidente mais recente que foi o avistamento em massa em Tinley e Rockford.

"O que mais gosto de trabalhar são os avistamentos em massa," disse Maranto, que mostrou o vídeo OVNI de Japcon durante a sua conferência.

"Quando você tem um avistamento em massa, você tem depoimentos de classes diferentes da comunidade... você encontrará pessoas de nível mais alto da comunidade que relatam os fatos porque elas sabem que não podem ser taxadas de loucas porque outras pessoas também informaram o que elas viram."

Em muitos dos casos os vídeos de supostos OVNIs são capturados por várias pessoas, e Maranto disse que quando ele apresenta estes vídeos que é bombardeado com explicações de céticos que variam seu ponto de vista optando por meteoros, fenômenos naturais, balões e ainda para fraudes ou montagens. Isso quando eles não dizem que ocorreu uma alucinação conjunta na sociedade.

"Alucinações em massa não podem ser fotografadas, e os vídeos não são gerados por fraudes em computadores," ele disse. "Nem todo o mundo que grava este material não tem tempo para fazer uma montagem de imagens no computador de forma que o avistamento se pareça exatamente o mesmo. Seria imbecil. Há um ponto onde ceticismo despenca da face lógica e fica extremamente idiota".

Um dos participantes do simpósio, Guy Richards, de Rockford, disse que ele amaria usar os seus conhecimentos para algum dia criar e projetar métodos para o estudo dos OVNIs.

"Os OVNIs são um fenômeno real," ele disse. "Se eles são ou não de origem extraterrestre, isto é uma pergunta aberta. Classifico-me como um cético que vem de um mundo científico, e estou interessado fazer um estudo científico e sério deste fenômeno.

"Acredito que é uma vergonha que este fenômeno ainda não tenha sido estudado por pessoas com treinamento técnico que tenham mente aberta e que possa fazer isto de uma maneira metódica e científica," ele somou.

Homem que caminhou na Lua ,afirma que os Alliens nos visitaram




Você acredita que os extraterrestres já visitaram nosso planeta? Bem, um astronauta da NASA que caminhou na lua reascendeu este debate.
Ele afirma que foi informado pelos cientistas e o exército norte-americano que é tudo verdade, e que tudo está acobertado.
No dia 9 de fevereiro de 1971, Dr. Edgar Mitchell se tornou o sexto homem a pisar na lua.
Mas porque ele fez estes comentários há apenas alguns dias atrás numa estação de rádio britânica?
"Sou privilegiado o bastante pelo fato de saber que nós fomos visitados aqui na Terra," Mitchell disse. "O fenômeno OVNI é real, e existe há muito tempo, embora ele seja acobertado pelos nossos governos.
Mitchell é um PhD e ele diz que ele e outros da NASA foram avisados pelos cientistas e pelo pessoal do exército, e embora ele não forneça detalhes, ele afirma que este fato vem sendo pesquisado há anos.
"Fui profundamente envolvido em certos comitês e certos círculos de pesquisa com cientistas de muita credibilidade e pessoas da inteligência que conhecem a história profundamente," Mitchell disse.
Ele ainda afirma que os extraterrestres se parecem exatamente como no filme "ET".
"Alguns deles são estes humanóides pequenos que se parecem estranhos para nós", Mitchell disse.
Ele também disse que em outros filmes, como "A Guerra dos Mundos" passaram uma idéia completamente errada destes seres.
"Eles não são hostis," Mitchell disse. "Seria muito óbvio que se eles fossem hostis, nós teríamos desaparecido daqui da Terra há algum tempo".
A CBS falou com o astronauta da Apollo 11 Buzz Aldrin sobre as declarações de Mitchell.
"Ele é uma personalidade e ele está fazendo declarações, e estas declarações precisam ser examinadas com responsabilidade," Aldrin disse.
Mas o Montclair, nativo de Nova Jersey não está convencido que existe um acobertamento.
"Não posso aceitar que o governo de um país livre, retenha informação de sua população," Aldrin disse.
Dr. Mitchell disse que o incidente de Roswell onde uma nave extraterrestre supostamente se acidentou, aconteceu e que o almirante do Pentágono confirmou isto.
A NASA nega o conhecimento de qualquer visitação extraterrestre, e Mitchell diz que não foi ninguém de NASA que o informou sobre isso.
Mas ele mantém suas declarações e afirma que os contatos continuam.
Então novamente, ele também diz que um adolescente no Canadá o curou de câncer por um processo de cura remota.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010




O Caso Mantell

Em 07/01/1948 ocorreu um fato que por suas conseqüências obrigou o governo norte-americano a criar o Project Saucer, representado pela sigla PS. Pouco tempo depois, o nome do projeto foi alterado para Project Sign (leia quadro abaixo).

O relato que vem a seguir é traduzido do informe oficial emitido pela Força Aérea dos Estados Unidos:

"Base Aérea Godman, 07/01/1948. No dia da data, nas primeiras horas da tarde, os observadores civis e militares que neste momento se encontravam de serviço observaram um objeto voador não identificado que passou sobre esta Base Aérea.

"Quatro aviões F-51 se achavam voando nas proximidades da Base e, por isso foi requisitado aos seus pilotos que interceptassem o estranho objeto e averiguassem do que se tratava.

"Três dos aviões conseguiram aproximar-se a uma certa distância do objeto em questão e seus pilotos coincidiram ao informar pelo rádio que se tratava de um ‘objeto metálico de enormes dimensões’ e um deles ainda declarou que que parecia ser algo ‘redondo e fluído como uma lágrima’.

"Um dos pilotos, o capitão Thomas Mantell, destacou-se de seus companheiros, aproximando-se mais do objeto e pouco depois, a torre de controle recebia o seguinte relato: ‘Estou bastante perto agora. Tenho uma boa visão disto. Agora ele movimenta-se diante de mim, com a metade de minha velocidade. Parece metálico e tem enormes dimensões... Agora, movimenta-se mais rapidamente do que eu, isto é, a mais de 570 milhas/hora (aproximadamente 912 Km/h). Vou subir até 20.000 pés e, se não puder alcançá-lo, abandonarei". Eram exatamente 15h15 e estas foram as últimas palavras do capitão Mantell a serem ouvidas na Torre de Controle".

Cinco minutos depois de Mantell se separar da formação, os outros dois aviões regressaram pra a base, reabasteceram-se de combustível e, equipados com oxigênio , foram em busca do capitão Mantell. Exploraram em todas as direções num raio de 160 Km e subiram até 27.000 pés de altura, sem encontrar pistas de seu companheiro.

Nas últimas horas desse mesmo dia os restos de Mantell e seu avião apareceram nas proximidades de Fort Kox, um lugar em Kentucky onde está a Base Aérea Godman.

Falsa informação

Esta foi a história oficial do caso dentro da Força Aérea americana. Numerosas pessoas viram o estranho objeto e escutaram os relatórios coincidentes dos três pilotos e de Mantell, mas a informação oficial ao público foi totalmente diferente: as autoridades militares "opinaram" que a falta de oxigênio havia sido fatal para Mantell quando ele atingiu os 20.000 pés e que o misterioso objeto que ele perseguia era o planeta Vênus.

Posteriormente, se comprovou que a altura sobre o horizonte e o azimute de Vênus não coincidia nem com o detectado pelos observadores da base aérea, nem coma direção ou o rumo em que vova o capitão Mantell, fazendo com que os especialistas e cientistas militares chegassem à conclusão de que se tratava de um objeto voador não identificado, sendo assim classificado nos registros.



O Projeto Sign

Este acidente transcendente obrigou à complementação do decreto ou resolução pelo qual o famoso secretário de Estado da União, James Forrestal, criara o Project Sign , denominação com a qual se pretendeu camuflar, por conselho das Forças Armadas, o inicialmente usado nos rascunhos do decreto, ou seja, "Project Saucer" .

O projeto de referência, cujo decreto de criação foi assinado antes do caso Mantell (30/09/1947), tinha vigência somente por dois anos, devendo expirar no dia 27/12/1949. Embora decretado por Forrestal, esse projeto entrou em funcionamento só quinze dias depois da morte de Mantell, pois as autoridades da Força Aérea dos Estados Unidos não estavam muito animadas com a idéia e achavam que as incumbências do projeto eram exclusivas da alçada dos serviços de inteligência.

A partir de Mantell, as observações se multiplicaram ainda mais, tanto é que o PS comunicara em forma sucinta que haviam sido registradas 375 denúncias de incidentes investigados por militares, cientistas e conselheiros técnicos de diferentes universidades, em colaboração com organismos especializados do governo ( registros feitos durante 15 meses, até 22/04/1949).

No relatório de cerca de 7000 palavras, contavam-se os casos mais importantes e explicava-se que, dos 375 investigados, 34 eram considerados insolúveis, mesmo dentro da filosofia de se encontrar as soluções fáceis que até então tinham sido aceitas.

Apesar desse relatório, que admitia a existência de 34 casos sobre os quais não poderiam haver dúvidas. Um lacônico resumo final comunicava à opinião pública que o Project Sign , depois de dois anos de intenso trabalho, chegara à conclusão de que todos os objetos voadores não identificados denunciados no prazo eram: falsa interpretação de objetos convencionais, histeria coletiva moderada ou mentiras.

Isto provocou uma reação de todos os observadores que, de boa fé, haviam colaborado com as autoridades. Esta reação repercutiu na Imprensa mundial e mobilizou inúmeras organizações que se dedicaram a investigar por sua conta os casos relatados. Como represália, estas organizações começaram a tentar esclarecer ao público em geral, já que seus integrantes estavam convencidos de que se tratava de veículos extraterrestres e achavam necessário que as pessoas comuns estivessem informadas.

Caso Ufológico Brasileiro, Westendorff.




Caso Westendorff

O empresário gaúcho Haroldo Westendorff, 39 anos, administra uma empresa de beneficiamento de arroz, uma transportadora e uma fábrica de rações que comercializa 7,5 mil toneladas por ano. Casado há 14 anos e pai de um filho de nove, nas horas de folga ele costuma pilotar o seu próprio avião monomotor Tupi, prefixo PT- NTH. Foi num desses momentos de lazer que o empresário viveu, no último mês, uma experiência digna dos melhores momentos de Steven Spielberg, o diretor de ET e de Contatos imediatos de terceiro grau. Às nove horas, logo depois de tomar o café da manhã, ele decolou do aeroporto de Pelotas (RS) para mais um passeio. Estava um céu de brigadeiro. Às 10h15, quando sobrevoava a ilha de Saragonha, na Lagoa dos Patos, a cerca de 15 quilômetros do aeroporto, Westendorff deparou-se com um imenso OVNI, que, segundo ufólogos, seria uma nave-mãe extraterrestre. O susto foi enorme. Até a gagueira de infância voltou a afetar-lhe por alguns segundos. Recuperada a fala, o empresário conseguiu levar o monomotor a até muito próximo do OVNI, onde permaneceu por mais de dez minutos. Seu depoimento é fantástico.

"Estava voltando ao aeroporto quando me deparei com um objeto enorme. Sou piloto desde os anos 70 e sei muito bem que aquilo não era um balão meteorológico. O objeto tinha uma base do tamanho de um estádio de futebol, como o Beira-Rio, com cerca de 100 metros de diâmetro, e de 50 a 60 metros de altura. Ele tinha a forma de um cone, com os vértices arredondados, e percebi que poderia acompanhá-lo. Por 12 minutos permaneci voando ao redor do OVNI, a uma distância de aproximadamente 100 metros. Dei três voltas ao redor da nave e pude observar seus detalhes. Ela era feita de algo parecido com metal, tipo um latão envelhecido, com a parte inferior lisa e oito vértices, que tinham cada um três saliências, como bolhas. A nave girava em torno de si própria e se deslocava em direção ao mar. Para acompanhá-la, voei a uma velocidade de 60 milhas por hora (cerca de 100 km/h) e a cerca de 1.800 metros do chão. Durante o tempo em que permaneci ao redor do OVNI não percebi nenhum movimento da nave que pudesse indicar uma reação hostil. De repente, a parte superior do OVNI se abriu, bem na ponta, e dali saiu um disco voador na vertical, que em seguida se inclinou 45 graus e disparou para cima numa velocidade impressionante. Pensei em dar um mergulho com o avião sobre a abertura da nave, para ver o que havia dentro. Mas desisti quando daquela abertura surgiu uma coluna de raios avermelhados, ondulantes. Assustei-me e me afastei para cerca de 200 metros da nave. Nesse momento, aquele objeto enorme subiu na vertical, numa velocidade fora do comum, sem fazer vento, sem ruído de explosão e sem nenhuma reação física. Já vi um caça F-16 a 2.400 quilômetros por hora e calculo que a nave tenha subido a mais de 12 mil quilômetros por hora, em questão de segundos".

O fato, ocorrido na manhã de 5 de outubro, impressiona não só pela riqueza dos detalhes descritos por um piloto com mais de 20 anos de experiência como pelo número e qualificação das testemunhas que asseguram ter avistado a mesma nave. Tão logo viu o OVNI, o empresário tentou usar o telefone celular para falar com a mulher. Como estava tomado pela gagueira, nem ela nem o filho conseguiram entender o que o piloto dizia. Depois de recuperar o fôlego, Westendorff se aproximou da nave e, durante a segunda volta ao redor dela, usou o rádio do avião para informar a sala de controle da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), do aeroporto de Pelotas, sobre o que estava ocorrendo. Perguntou ao operador da Infraero Airton Mendes da Silva, 40 anos, o que ele via no setor Leste na direção da pista 15/33. "Olhei para fora e vi no horizonte um objeto, na forma de um triângulo acinzentado, com as bordas arredondadas", conta o operador. Em 11 anos de trabalho no aeroporto, Silva assegura nunca haver visto algo parecido. Estavam com ele os auxiliares de serviços portuários Gilberto Martins dos Santos, 50 anos de idade e 14 de serviço no local, e Jorge Renato S. Dutra, 31 anos de idade e dez de serviço, que tentaram juntos identificar o objeto voador. "Ele parecia, a olho nu, do tamanho de uma torre de alta tensão, compara Gilberto. A maior surpresa, porém, se deu quando viram a nave se deslocar no sentido vertical. Desconheço aeronave na Terra que se desloque no sentido vertical, como se deslocou o objeto antes de desaparecer entre as nuvens", atesta Airton. "Nunca tinha visto um monstro daquele tamanho voando", diz Jorge.

Westendorff também se comunicou com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), em Curitiba, no Paraná, responsável por vigiar os céus do Sul do Brasil. A resposta recebida foi a de que não havia nenhum registro anormal nos radares, embora pudessem detectar a presença do monomotor. No início de novembro, o Centro de Comunicação Social do Ministério da Aeronáutica (Cecomsaer) informou a ISTOÉ que os equipamentos do Cindacta II funcionavam normalmente na manhã de 5 de outubro. Quanto ao testemunho do empresário e dos funcionários da Infraero, o Cecomsaer afirma que o Ministério da Aeronáutica tem um compromisso com a sociedade que não permite expor fatos sem comprovação. A experiência vivida pelo empresário gaúcho tem intrigado os ufólogos. Carlos Pereira, 34 anos, do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores e da Mufon, dos Estados Unidos, a maior organização do gênero no mundo, ficou surpreso ao verificar a semelhança do objeto visto em Pelotas com um outro fotografado em 16 de setembro, em Valley, no Alabama (EUA). Ele está convencido de que a nave existe. Para Pereira, porém, a dúvida reside em saber se se trata de algo extraterrestre ou de alguma experiência terráquea. É que no céu do Alabama, logo depois de o OVNI ter desaparecido, surgiram três helicópteros negros, sem nenhum tipo de marca que pudesse identificá-los. O aparecimento desses helicópteros é comum nas áreas de testes de projetos militares dos Estados Unidos, comenta Pereira. No livro Segredo cósmico, de William F. Hamilton III, diretor de investigações da Mufon, também são citadas aparições de UFOs, em 1989 e 1990, na Bélgica, semelhantes à nave vista por Westendorff. São relatos de pilotos, controladores de tráfego aéreo, meteorologistas, engenheiros aeronáuticos e físicos que descrevem os OVNIs grandes como campos de futebol ou maiores do que um avião cargueiro.

O Ministério da Aeronáutica mantém uma investigação sigilosa sobre a nave avistada por Westendorff. Na última semana de outubro, um sargento da Base Aérea de Canoas viajou a Pelotas para colher o depoimento do empresário e de funcionários da Infraero. O sargento pede para não ser identificado, mas passou uma tarde no aeroclube de Pelotas, ouviu os relatos e tomou conhecimento de um "desenho falado" de todo o episódio. É que, depois de ter visto a suposta nave-mãe, o empresário relatou todos os detalhes de sua história ao professor Sérgio Porres, da faculdade de engenharia da Universidade Católica de Pelotas, que fez o "desenho falado".

Enquanto a Aeronáutica não comprova a existência do OVNI, uma série de depoimentos recolhidos pelos ufólogos faz com que eles suponham que a Lagoa dos Patos exerça alguma influência sobre os ETs. Entre agosto e outubro, o Grupo de Pesquisas Científico-Ufológicas (GPCU), uma organização nacional dedicada ao estudo de fenômenos extraterrestres, registrou 30 aparições de OVNIs sobre Pelotas. O caso de Westendorff é o único ocorrido em plena luz do sol. No dia seguinte ao episódio com o empresário, o eletricista Donato Luís Rocha dos Santos, 51 anos, viu uma luz se deslocar no céu, com rapidez incrível e no sentido vertical. Ele estava caminhando nas proximidades da Lagoa dos Patos, na companhia do amigo, também eletricista, Maurício Sacramento. "A luz tinha um terço do tamanho da lua, uma luminosidade que nunca vi antes e voava em uma altura mais baixa do que a dos aviões que passam por aqui", recorda-se Santos. Um outro fenômeno foi testemunhado pelas publicitárias Maria Helena Fonseca, 32 anos, e Kátia Santos Goulart, 29 anos, na noite de 24 de setembro. Elas estavam em casa e ouviram fogos disparados no Esporte Clube Pelotas. Resolveram ver a queima da sacada. De repente, segundo Maria Helena, tiveram a atenção atraída por uma luz redonda intensa no céu, como se fosse um refletor, do tamanho de quatro luas cheias, que poucos segundos depois se apagou, deixando um rastro colorido, como um néon, com predominância do verde. "Os fogos estavam sendo disparados no lado sul do prédio, mas as luzes que avistamos estavam no sentido oposto", diz Kátia. Às 6h30 de 18 de setembro, o presidente da Associação Brasileira de Pesquisas Ufológicas, Hernan Mostajo, filmou um objeto brilhante que voou oito minutos sobre o município de Santa Maria, distante 415 quilômetros de Porto Alegre. Quando fez a filmagem, a mulher de Mostajo ligou para o Cindacta II que informou não haver aeronaves na área. Pediu informações então ao comandante da Base Aérea local, coronel Kinsy, que lhe deu a versão de que teria visto um avião que estava a caminho de Santa Cruz do Sul. "Se houvesse um avião cruzando a região naquele momento ele seria detectado pelo radar", avalia Mostajo. Não é de hoje, porém, que o espaço aéreo gaúcho é roteiro obrigatório dos ufólogos. Em 29 de abril do ano passado, um caso chamou a atenção dos especialistas. O soldado do Exército Fábio Conceição da Silva, hoje com 20 anos, fazia a guarda no 9º Batalhão de Infantaria Motorizada. Um colega foi fotografá-lo. A surpresa aparece no momento da revelação do filme. No fundo, atrás do soldado fotografado, aparece a imagem de um disco voador no céu. O GPCU mandou fazer exames laboratoriais no filme e descobriu que o material fotográfico não apresentava nenhum tipo de problema. Com tantos testemunhos intrigantes, o presidente do GPCU, Márcio Carvalho, 23 anos, e a vice-presidente, Elisângela Anderson, 22 anos, estudantes de engenharia da Universidade Católica, decidiram fazer vigílias na Vila Caruccio, na zona norte de Pelotas, nos dias 11 e 14 de outubro. Na segunda noite foram surpreendidos por flashes às suas costas. "Eram duas luzes fortes, com uma se movimentando de forma irregular à frente e a outra se prolongando para trás num movimento rápido, provocando o efeito do flash", relata Elisângela. Observaram o fenômeno por cinco minutos. Tentaram fotografar, mas o filme velou. Pelotas tem se tornado a capital brasileira dos OVNIs, conclui Carvalho

O Caso Brasileiro, das "Máscaras de Chumbo"




O Caso Ufológico Brasileiro , das "Máscaras de Chumbo"

Durante as semanas que seguiram ao dia 20 de agosto de 1966, toda a imprensa brasileira e do mundo estampou manchetes sobre um caso de polícia que, aos poucos foi-se tornando cada vez mais intrigante, até ficar nos arquivos policiais como um dos casos sem solução.

Um menino soltador de pipa chegou à delegacia do 2.º Distrito de Niterói e procurou o falecido comissário Oscar Nunes para declarar que vira dois cadáveres no alto do Morro do Vintém. Naquele dia, estava na delegacia, em seu primeiro dia de repórter policial, Mário Dias, do Jornal "O Dia", que também subiu o morro, pelos caminhos difíceis de mato, até encontrar os corpos. Os cadáveres trajavam roupas distintas, ambos vestidos com capas de borracha.

No local, foram encontradas coisas bem estranhas: duas máscaras de chumbo, uma garrafa de água mineral, um maço de cigarros, duas passagens de ônibus da Viação Santo Antônio, adquiridas na cidade de Campos, que indicavam que os dois homens sairam de lá no dia 15 do mesmo mês. Cinco bilhetes, todos em códigos, com números e letras. Um deles dizia textualmente: "Às 16:30hs estar no local determinado. Às 18:30 hs tomar as cápsulas. Após o efeito, aguardar o sinal com as máscaras."

Outro bilhere continha equações, representando a expressão básica da Lei de Ohm e representa a energia em uma resistência. A outra, em seu desenvolvimento, representa a potência elétrica de um resistor. Além disso, foram encontrados: um lenço contendo as iniciais "AMS" uma folha de papel alumínio amarrotado, quadradinhos de papel celofane, impregnados da substância química que os marcou.

No local não foi encontrado qualquer tipo de arma. Os corpos não tinham sinais de violência. As precárias condições do IML, na época e a pressa em entregar os cadáveres à família para o enterro não permitiram uma definição melhor para a "causa-mortis".

Exatamente um ano depois, feita a exumação, mesmo sendo feitos testes em São Paulo, para onde foram enviadas amostras de osso, cabelo, pele, roupa, que foram submetidas a campo de bombardeio de neutrons, nada foi definido. O caso, na esfera policial, ficou insolúvel.

Naquela época, o fenomeno OVNI não era preocupação para grande número de pessoas. Entretanto, uma espécie de psicose coletiva se apossou da população de Niterói, tal a ânsia de ajudar a polícia a esclarecer o caso, um dos mais intrincados da crônica policial do país em todos os tempos.

Inúmeros telefonemas de pessoas que disseram ter visto um disco-voador sobrevoando o Morro do Vintém foram recebidos no 2.º Distrito, onde o Delegado José Venâncio tomou depoimento de uma senhora que declarou ter visto um estranho objeto, de forma arredondada e com halo de luz intensa, a sobrevoar o ponto em que foram encontrados os corpos. Contou que dirigia seu automóvel pela Alameda São Boaventura, no Fonseca, quando a filha, Denise, de sete anos, chamou-lhe a atenção para um determinado ponto no céu. Ela olhou e viu um objeto estranho, com a forma de pires e a borda intensamente iluminada.

La Atlántida de Platón.




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Arqueológicas

Si esa civilzação atlanta era tan desarrollada comparada con las demás hà miles de años AC., Como podría haber alcanzado tanto progrésso estando aislada en medio del mar ? Deducimos que esa fabulósa nación o tierra , era una avanzada representación de un pueblo del futuro, los extraterrestres , como hoy los desiguinamos, que alí se establecieron por algún tiempo . No era una isla pero una gran nave-madre flutuante , donde fueron creadas todas las condiciones semejantes a una isla terrena , táis como áreas de cultivos de la tierra , falsas elevaciones , lagos y ríos , finalmente todo que pudésse dar la impresión de un continente. ES bien sabido que los extraterrestres dispone de recursos para realizar estraordinarios hechos y experimentos, los cuales ni aún siquiera podemos imaginar, tiene medios de desplazar pequeños ástros, hagan desaparecer u ocultar sus naves -madres de nuestra visión , viajar fuera del tiempo , vencer distancias entre otras peripécias. Porque no podrían hacer en un pase de mágica surgir y posicionar una isla en medio del océano atlântico distante del continente, podría ser con la intención de evitar que habitantes del mundo dicho civilizado europeo de entonces, vieran a tener conocimiento de la atlântida y no se espanten , eventualmente cuando , después de algunos años , no se deparacem más con aquéla fantástica isla , llevada de vólta a otra dimensión , localizada alí mismo en aquel punto. Platão cuando la posibilidad de ser verídicos sus relatos ,se refiere a una hipótesis aún no considerada por qualquér arqueólogo o simple investigador en la actualidad , cuyas causas del surgimento y desaparición de la fabulósa isla estén relacionadas a un fenómeno de naturaleza ufológica . /]http://www.antiquos .com/La-Atlantid a-de-Platon/ index.php?